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À beira do ano: o imperativo do viver

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  O raro florescer do ipê-branco — um ser de cura que meu amigo Jura me presenteou.  Na beleza e na leveza de suas flores, as “mãos dos Espíritos das Plantas” que sempre nos protege Marcelo Ribeiro Não me lembro de ter sentido medo em viradas de ano anteriores, mais especificamente diante da passagem para o ano vindouro. Contudo, neste finalzinho do ano se anuncia para mim com um certo temor [1] . O que poderá acontecer de ruim, de desastroso, de fúnebre, de enfermidade, de crise? Não me refiro a algo mais ou menos trivial, daqueles acontecimentos que constituem os “baques” cotidianos que vamos administrando ao longo da vida. Dou um exemplo. Um tempo atrás perdi minha mãe protetora e, dois anos depois, meu pai-herói se foi. Cinco meses antes da sua partida, havíamos comemorado seus 80 anos. Mas quem diria que, na virada do ano para outro, no afã do réveillon, na efusiva comemoração, poucos meses depois a foice da morte visitaria a nossa família? Situações como essas, além de t...